segunda-feira, 30 de julho de 2012

Herói do Coxa, Leonardo adota discurso humilde

LANCEPRESS!
Publicada em 28/07/2012 às 21:37
Curitiba (PR)

Leonardo mais uma vez garantiu a felicidade aos torcedores do Coritiba. Depois de ser decisivo na vitória sobre o Náutico, na última rodada, fez um gol no fim e garantiu o triunfo por 2 a 1 sobre o Grêmio, neste sábado. Apesar de todo o bom momento, manteve a humildade em seus discurso.

- Não posso me iludir porque ainda falta muito para eu ficar em forma. Mas o professor está me deixando com essa oportunidade e eu estou ajudando. Eu trabalho pra caramba e sou muito profissional. Estou bastante feliz. A bola está sobrando e eu estou fazendo os gols - disse.

O "professor" a quem Leonardo é o técnico Marcelo Oliveira, que após a partida fez questão de elogiar o centroavante coxa-branca.

- Sempre acreditei no Leonardo. Fez ótimas partidas com o Ney Franco e comigo teve muitas contusões, então não teve sequência. É um jogador da posição, tem boa finalização e voltou (da China) com esse sentimento de querer ajudar - elogiou.

Com a vitória sobre o Grêmio, o Coritiba alcançou a 12º posição, com 15 pontos. Na próxima rodada, enfrenta o Fluminense, domingo que vem, no Couto Pereira. Antes disso, volta a enfrentar o Grêmio, nesta terça-feira, no Olímpico, pelo jogo de ida da Copa Sul-Americana.



Marcelo Oliveira mantém a cautela: 'Estamos evoluindo'

LANCEPRESS!
Publicada em 28/07/2012 às 21:12
Curitiba (PR)

Após a segunda vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro, o técnico Marcelo Oliveira fez questão de comemorar o resultado diante do Grêmio. Apesar disso, lembrou que o Coritiba ainda precisa evoluir e que o objetivo do clube ainda está longe de ser conquistado.

- Podemos dizer que o Coxa, depois da Copa do Brasil, não virou um time medíocre e hoje não somos o melhor. Estamos evoluindo e fortalecendo. Não podemos nos confortar, apenas celebrar. Almejamos coisas melhores e vamos sempre buscar os melhores objetivos - comentou.

O treinador ainda ressaltou a sequência difícil que o Coxa terá pela frente. Nas próximas rodadas, irá enfrentar Fluminense, Atlético-MG, Corinthians e Vasco. À exceção dos paulistas, os outros três estão brigando na parte de cima da tabela.

- Não temos que temer ninguém. Nosso grupo tem qualidade e se doa muito. No Brasileiro todo jogo é difícil, mas esses jogos são bons de jogar. Mobilização natural para enfrentar times como Fluminense, o campeão da Libertadores e o Atlético-MG. Vamos lutar pelos resultados - disse.

Com a vitória sobre o Grêmio, o Coritiba alcançou a 12º posição, com 15 pontos. Na próxima rodada, enfrenta o Fluminense, domingo que vem, no Couto Pereira. Antes disso, volta a enfrentar o Grêmio, nesta terça-feira, no Olímpico, pelo jogo de ida da Copa Sul-Americana.



Pacotão da rodada#13: São Paulo tem maior público, e Victor salva Galo

Time do São Paulo aplaude torcida (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Jogadores do São Paulo aplaudem presença da
torcida (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

A 13ª rodada manteve o Galo na liderança do Campeonato Brasileiro após o empate sem gols com o Fluminense, no Engenhão. E o ponto conquistado no Rio de Janeiro deve-se muito ao goleiro Victor, que fez três defesas difíceis no confronto, uma delas bem plástica já no finalzinho do primeiro tempo. O fim de semana trouxe também o retorno de um velho conhecido ao gol do São Paulo. Recuperado de lesão, Rogério Ceni passou confiança ao time, que goleou o Flamengo por 4 a 1, no Morumbi, diante do maior público do campeonato até o momento: 33.736 pagantes.

A rodada também foi a que mais teve 0 a 0 neste Brasileiro. Quatro partidas ficaram sem gols. Além de Fluminense x Atlético-MG, a estreia de Forlán no Beira Rio também terminou em branco contra o Vasco. Bahia e Corinthians frustraram o público em Pituaçu, assim como Sport e Atlético-GO na Ilha do Retiro. Foram 19 gols no fim de semana, pior índice do campeonato, empatado com a quarta rodada (naquela ocasião, no entanto, foram apenas dois 0 a 0).

No sábado, o Botafogo voltou a vencer. A equipe de Oswaldo de Oliveira bateu o Figueirense no Engenhão por 1 a 0, na partida que teve as únicas duas expulsões da rodada: Pablo e Vítor Junior. Foi neste confronto também que surgiu o mico, protagonizado justamente pelo craque Seedorf, e os gols perdidos, ambos por Aloísio, do Figueira.    

Já na vitória do Cruzeiro sobre o Palmeiras por 2 a 1, houve um erro do juiz Fabrício Neves Corrêa, que marcou pênalti de João Vitor em Montillo, em falta cometida fora da área. Borges aproveitou o engano do árbitro e abriu o caminho para o triunfo da Raposa. Lincoln, do Coritiba, foi o autor do drible da rodada, e Kieza, do Náutico, do golaço, na derrota para a Portuguesa por 3 a 1, no jogo de menor público: apenas 1.910 pagantes, no Canindé.

Confira abaixo as estatísticas e os destaques do fim de semana, com vídeos:

Pacotão da rodada 13 (Foto: arte esporte)

golaco (Foto: Infoesporte)

Na derrota do Náutico para a Portuguesa por 3 a 1, de virada, no Canindé, o atacante Kieza abriu o placar do jogo com uma pintura. Ele passou pelo zagueiro da Lusa e bateu da entrada da área, sem chances para o experiente goleiro Dida. A bola entrou no ângulo e deu esperança para a pequena torcida do Timbu presente ao estádio.

erro (Foto: Infoesporte)

O juiz Fabrício Neves Corrêa errou ao marcar pênalti a favor do Cruzeiro na partida que acabou com o triunfo da Raposa por 2 a 1 sobre o Alviverde. Quando o jogo ainda estava empatado em 0 a 0, o árbitro apontou para a marca de cal depois que João Vitor derrubou Montillo. A falta, porém, aconteceu fora da área, e o time mineiro aproveitou o vacilo da arbitragem para abrir o placar.

mico (Foto: Infoesporte)

Nem um grande craque como Seedorf está imune ao mico da rodada. Na vitória do Botafogo sobre o Figueirense por 1 a 0, no Engenhão, o jogador do Alvinegro carioca furou ao tentar um toque de calcanhar e ainda caiu de maduro no gramado. Apesar da boa atuação na partida, ficou difícil de poupar o jogador deste selo.

gol+perdido (Foto: Infoesporte)


No mesmo jogo, o atacante Aloisio, do Figueira, perdeu dois gols cara a cara com o goleiro Jefferson. O primeiro, aos 11 minutos da etapa inicial, quando ainda estava 0 a 0, e o segundo já no finalzinho da partida, desperdiçando a oportunidade de empatar o jogo. É certo que Jefferson foi bem nos lances, mas Aloísio teve tempo suficiente para matar a jogada, o que não aconteceu.

defesa (Foto: Infoesporte)


Um dos destaques do Atlético-MG neste Brasileirão, o goleiro Victor teve mais uma grande atuação e foi um dos maiores responsáveis pelo Galo ter saído do Rio de Janeiro com um ponto garantido. Aos 45 minutos do primeiro tempo, fez uma bela defesa em cabeçada de Wellington Nem após cruzamento de Fred pela esquerda.

header drible (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)


O meia Lincoln protagonizou o grande drible da 13ª rodada ao deixar Pará na saudade após um toque entre as pernas do jogador na vitória do Coritiba sobre o Grêmio por 2 a 1 no Couto Pereira. Delírio e alegria dupla da torcida do Coxa: pelo lance plástico e pelo triunfo em casa.



Confira os resultados de domingo pelas séries A, C e D e sete estaduais

29/07/2012 20h57 - Atualizado em 29/07/2012 20h57

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

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Marcelo Oliveira destaca evolução do Coritiba após perder a Copa do Brasil

Marcelo Oliveira em entrevista coletiva (Foto: Divulgação/Site oficial do Coritiba)Marcelo Oliveira defende a evolução do Coritiba
(Foto: Divulgação/Site oficial do Coritiba)

O técnico Marcelo Oliveira defende a evolução do Coritiba e dá sinais que o abatimento pela perda da Copa do Brasil - pela segunda vez seguida - pode ter sido deixado para trás. Após as motivantes reações contra o Náutico e Grêmio, o Coxa respira no campeonato nacional e o comandante aproveita para responder os críticos, que consideravam o clube como um time medíocre, após o vice-campeonato.

Segundo o treinador, o Coxa continua com os projetos que sempre foi direcionado e o ambiente é bom, ainda mais com o apoio da comissão técnica, jogadores e diretoria alviverde.

- Depois da Copa do Brasil, o Coxa não virou um time medíocre, ruim e que ninguém presta. Mas não somos os melhores também. Estamos evoluindo, fortalecendo, através de um trabalho de todos dentro do Coritiba.

A intenção do técnico coritibano é manter o mesmo espiríto de motivação nas rodadas seguintes do Brasileiro, além da estreia na Copa Sulamericana - na próxima terça-feira. Os adversários são complicados, mas ele afirma que não dá para temer ninguém.

- O Coritiba não tem que temer ninguém, pois tem um grupo bom e comprometido. Como ganhamos, poderíamos ter empatado e até ter perdido o jogo, pois o Grêmio é um time organizado. Os próximos jogos são bons de jogar.

A principal dificuldade que Oliveira faz questão de salientar é a falta de tempo para treinamentos adequados, mas ele completa que a prioridade é manter a forma física e o descanso.

- Vem mais um jogo difícil pela Sulamenricana e depois outro dificílimo contra o Fluminense. Tem que estar preparado e descansar muito, pois os jogos são seguidos e não dá tempo nem de treinar. Contra o Grêmio, eu praticamente não treinei. A organização da bola parada, a estratégia de jogo e a tática foi toda feita no quadro, pois viemos da Bahia, acordamos muito cedo e viemos de viagem.

O elenco já retoma as atividades e na segunda-feira viaja para Porto Alegre, para iniciar a concentração antes de enfrentar novamente o Tricolor gaúcho, dessa vez pela Sulamericana. A partida será na terça-feira, às 19h30m (de Brasília), no estádio Olímpico.
 



Leonardo acha cedo 'para se iludir' e quer jogar mais para ganhar ritmo

Leonardo gol Coritiba (Foto: Geraldo Bubniak / Ag. Estado)Leonardo entra para suprir a ausência de artilheiro
no Coritiba (Foto: Geraldo Bubniak / Ag. Estado)

O atacante Leonardo vive um dos momentos mais especiais dele na passagem pelo Coritiba. Desde 2010, quando foi artilheiro na campanha da Série B, o centroavante não se sente tão valorizado pelos resultados. Após ser decisivo na goleada sobre o Náutico, foi dele o gol da vitória sobre o Grêmio, no sábado.

Ao contrário das expectativas, o jogador atuou durante os 90 minutos pela primeira vez, desde que retornou da China. No futebol asiático, ele passou por um período conturbado e passou quatro meses sem jogar direito e com um agoniante jejum de gols.

Quando ele retornou ao Couto Pereira, ele conta que recebeu apoio da diretoria do Coritiba, mas lembra um episódio que o técnico Marcelo Oliveira demonstrou a confiança no trabalho dele.

- Ainda não posso me iludir, mas eu trabalho pra caramba. Não é a toa que voltou da China, após quatro meses sem jogar, e a diretoria e comissão técnica me deram apoio. Desde que cheguei no Couto, o Marcelo falou: “Não, conto com você e sei do seu profissionalismo e caráter”. Ele apostou e posso corresponder.

O jogador afirma que ainda não está no ritmo ideal de jogo e precisa trabalhar mais para conseguir acompanhar os companheiros e dar mais alegria para a torcida alviverde. Por isso, ele não está se ecnomizando e pede para atuar em todos os jogos possíveis.

- Mais para frente podemos priorizar uma competição, mas nesse momento não dá e temos que ir com força máxima. Se o professor optar por poupar, tudo bem, mas pessoalmente eu quero jogar e pegar mais ritmo de jogo. Contra o Grêmio, a gente sabia que tinha que ganhar esse jogo de qualquer jeito. Ainda preciso do ritmo de jogo. Estou me cansando em umas bolas que não costumava cansar e falta um pouco de movimentação. Mas estou feliz.



Fã dos livros, Pedro Ken revela que já sofreu por ser 'diferente' dos boleiros

Pedro Ken é o retrato do que não se espera de um jogador de futebol. Sem gírias, frases de efeito e o popular estereótipo do atleta profissional, o meia tem sido o principal destaque do Vitória nesta Série B do Campeonato Brasileiro. Paciente, calmo e com opiniões bem definidas – características que já o fizeram sofrer preconceito no início da carreira –, o jogador recorre à leitura e à força da religião para ajudar na boa fase dentro de campo.

Filho de japonesa com mineiro, Pedro Ken herdou a paciência e educação nipônica da mãe e o gosto pela leitura do pai. Os livros o acompanham em casa e nas concentrações. A preferência é pelas biografias, e uma delas tem lugar especial na estante do jogador.

pedro ken, meio-campo do vitória (Foto: Raphael Carneiro/Globoesporte.com)Pedro Ken tem sido o principal destaque do Vitória na Série B (Foto: Raphael Carneiro/Globoesporte.com)

- Uma que eu li e me marcou, que eu gostei muito, foi a biografia do Lance Armstrong, ‘De volta à vida’. É a história dele, um cara que teve mais de 90% de chance de morrer, conseguiu sobreviver e virou o campeão que ele é – conta o jogador.

Com o exemplo marcante do ciclista americano, Pedro Ken tem escrito com letras redondas sua história com a camisa do Vitória. Sofreu quando não foi aproveitado, reforçou os laços com o espiritismo e, com persistência, ganhou de vez a titularidade na equipe. Humilde, o meia diz não se considerar fundamental para o time. Os números – um gol e quatro assistências – provam o contrário.

Titular em sete jogos do Vitória nesta Série B, o meia tem sido o maestro do grupo dentro de campo. Com a experiência de quem já conquistou a Segunda Divisão pelo Coritiba, enaltece o trabalho de Paulo César Carpegiani, diz já ter uma ligação com a torcida do Vitória e reforça o grande objetivo do ano: ajudar o Rubro-Negro a conquistar seu primeiro título nacional. Tudo isso você acompanha nesta entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM.

Você aparenta ser um atleta diferente daquele estereótipo de boleiro. Já sofreu algum tipo de preconceito por isso?
Mais no começo da carreira, por não vir de família de classe baixa, por ter uma formação melhor... Na divisão de base se falava muito: ‘Pô, o cara vem de família boa, não vai aguentar a pressão, não vai aguentar passar por dificuldade'. Foi mais nessa época mesmo. Hoje em dia é mais tranquilo, todo mundo me respeita mais como profissional, e também tem outros exemplos de jogadores que estão vencendo.

Você já disse que gosta muito de ler. Quais tipos de livro prefere?
Eu leio um pouco de tudo. Desde clássicos até biografias. Livros em geral. O que eu mais gosto mesmo é biografias. Acho legal saber um pouco da história de pessoas, das pessoas que passaram por dificuldade e conseguiram vencer, ter sucesso. Acho que são exemplos de vida e de vitória. Se for para escolher um tipo de livro, eu gosto de biografia, mas eu leio de tudo.

Alguma biografia te marcou mais?
Eu já li diversas biografias. Uma que eu li e me marcou, que eu gostei muito, foi a biografia do Lance Armstrong, 'De volta à vida'. É uma biografia que já faz um tempinho que saiu. É a história dele, um cara que teve mais de 90% de chance de morrer, conseguiu sobreviver e virou o campeão que ele é. É um livro muito forte. Ele lutou contra o câncer. É um dos livros que eu mais gosto. Mas tem vários outros também. Você pergunta assim e eu acabo esquecendo (risos).

Você costuma frequentar um centro espírita em Salvador. Acha que este lado religioso tem relação com o seu sucesso dentro de campo?
Acho que ajuda na vida, não só no futebol. Todo mundo procura respostas, um conforto, nos momentos de vitória e nos momentos difíceis também. É uma coisa que me ajuda e me ajudou. Essa ligação com Deus com certeza me ajuda. É uma das coisas que hoje em dia eu valorizo, ainda mais depois que passei por momentos difíceis, de não estar jogando, e você acaba desenvolvendo ainda mais o lado espiritual, que está cada vez mais forte.

Qual, para você, é a principal característica deste elenco do Vitória?
Acho que o comprometimento e a união do grupo, além da qualidade. Nosso elenco é de Série A. É um time que, com certeza, estaria disputando a Série A de igual para igual. Acho que o comprometimento com o objetivo, com o que o treinador pede, e a união. Acho que a gente está aprendendo a gostar um do outro, a estar junto, jogar junto. Isso é essencial.

pedro ken; vitória (Foto: Felipe Oliveira / EC Vitória / Divulgação)Meia diz lutar para conquistar o título da Segunda Divisão (Foto: Felipe Oliveira / EC Vitória / Divulgação)

Muita gente criticou a opção de Carpegiani de ficar nas cabines e deixar Ricardo Silva na beira do campo, mas vem dando resultado. Qual sua opinião sobre isso? Tem alguma influência para vocês?
Acho que não, até porque o Ricardo é um cara que conhece muito o grupo e tem essa facilidade em se relacionar na beira do campo, de falar a língua do jogador. O Paulo gosta de assistir ao jogo lá de cima, vendo a parte tática da equipe, como o time está se portando, o que às vezes não dá para ver quando está na beira do campo. Acho que esse casamento vem dando certo, entre ele o Ricardo nessas funções. Tomara que continue assim. É uma coisa diferente, mas que tem dado certo.

E qual a importância de Carpegiani para esse bom começo de Série B do Vitória e de seu crescimento?
É a experiência. Ele é um treinador que tem uma vivência muito grande, trabalhou em grandes clubes, seleções, e sabe como agir, como pensar e como passar as coisas para nós. É um treinador muito exigente, muito perfeccionista. Para mim tem sido bom e acho que para o grupo também. Eu, como procuro sempre fazer o melhor e atender o que os treinadores pedem, acho que essa disciplina tática me ajuda muito e tenho me encaixado bem na forma que ele quer que o Vitória jogue.

Nesse encaixe no time de Carpegiani, você fez um gol e deu quatro assistências. Você se considera fundamental nesse time?
Não, não. Acho que ninguém é fundamental em situação nenhuma. O futebol é dinâmico. Acredito que hoje eu tenho uma importância no grupo, porque estou jogando há um bom tempo, com ritmo de jogo, e tenho feito boas partidas. Não diria que sou fundamental, acho que importante, como vários outros jogadores. Cada um tem a sua importância.

Em 2007 você ajudou o Coritiba a conquistar o título da Série B. A experiência daquele ano tem te ajudado no Vitória agora?
Acho que sim. Tudo que você já viveu na tua vida serve de aprendizado. Naquela época, juntamente com o clube, fui muito feliz e consegui alcançar o objetivo. É mais ou menos o mesmo objetivo do Vitória. O Coritiba não tinha subido no primeiro ano que tinha caído também. Um pouco mais de experiência me ajudou bastante. Realmente isso me ajudou bastante.

Pelo que viveu em 2007, acredita que o Vitória está com cara de campeão?
Acho que é muito cedo para falar ainda. A gente entende a empolgação da torcida, da imprensa, mas a gente tem que ter o pé no chão. Ainda tem muita coisa pela frente. É o objetivo que a gente tem, de ser campeão, mas eu acho ainda muito cedo. Tem que manter o pé no chão, o foco, e concentrar no campeonato.

Pedro Ken, meia do Cruzeiro (Foto: Washington Alves / Vipcomm)Meia lamentou não ter tido sequência com a camisa
do Cruzeiro (Foto: Washington Alves / Vipcomm)

Depois que saiu do Coritiba, você não conseguiu ter o mesmo sucesso no Cruzeiro e no Avaí. O que aconteceu nesse período?
Acho que no Cruzeiro, quando cheguei, joguei no primeiro semestre, fui para todos os jogos, joguei Libertadores, mas acredito que não tive uma sequência de jogos como titular e acaba sendo difícil você se firmar na equipe. Além de o grupo do Cruzeiro já ter um time que jogava junto há muito tempo, que acaba sendo difícil de outro jogador entrar. Mas depois vieram algumas mudanças dentro do clube e eu não tive mais oportunidade de jogar, não me colocaram mais para jogar. Fiquei lá sem jogar e acabei depois indo para o Avaí. Na época, o Avaí tinha saído na semifinal da Copa do Brasil, e achei que fosse um time para brigar lá em cima no Brasileiro. Infelizmente as coisas não deram certo para o time, mas eu cheguei lá e joguei. Agora, é difícil você se destacar em um time que está caindo. Mesmo assim eu ainda fui titular em praticamente todos os jogos em que estive à disposição do treinador. Fiz boas partidas, mas é diferente de estar brigando lá em cima.

Foi por essa opção de ir para o Avaí que você recusou as propostas do ano passado de Bahia e Vitória?
Não. Na época até saíram algumas notícias de que eu tinha recusado, mas foi uma coisa do Cruzeiro também, uma coisa de empresário. Não fui eu que recusei, que não quis jogar, até porque se hoje eu estou aqui, não tem nada a ver não ter vindo para cá no ano passado. As pessoas falam demais no meio do futebol e ninguém me perguntou nada. Eu não dei declaração nenhuma de que não queria vir jogar no Bahia ou no Vitória. Nunca falei isso para ninguém. Falaram que eu tinha falado. Foi a melhor opção que aconteceu ali, um casamento. O Cruzeiro também achou que seria bom para mim, e foi a opção que a gente teve. Mas eu não recusei nada.

Pensa em continuar no Vitória para o próximo ano?
Penso. Mas meu primeiro objetivo é subir o Vitória e, quem sabe, ser campeão. Isso é uma coisa a se pensar mais para frente. Eu aprendi nesse tempo que eu tenho de futebol que você tem que colocar objetivos a curto prazo. Não adianta ficar pensando daqui a um ano, dois, porque tudo pode mudar em um mês, dois meses. Meu objetivo principal e no que estou focado e concentrado é subir o Vitória. Depois a gente vê o que acontece. Estou bem adaptado, gosto muito do clube e do pessoal. Vamos ver o que acontece.