terça-feira, 27 de novembro de 2012

Aliviado, Marquinhos Santos começa a planejar 2013 no Coritiba

A terceira derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro, desta vez para o Cruzeiro, não era esperada pelo técnico Marquinhos Santos, que tinha na conta voltar de Belo Horizonte com pelo menos um ponto na bagagem. A boa notícia é que, pelo futebol apresentado a equipe já mostrou reação e pode deixar uma impressão melhor ao término da competição.

"O resultado não é o que gostaríamos. No segundo tempo o time teve outra postura criou várias oportunidades de gol. A gente sabe que tem que ter tranquilidade, tem que ter paciência, ver os erros que nós cometemos", analisou o treinador, que pelo menos pode comemorar a permanência na primeira divisão. "O sentimento é de alívio, mas não de satisfação, porque nós sabemos que poderíamos ter feito mais em 2012", resumiu.

O Coxa fecha sua participação diante do rebaixado Figueirense, e Marquinhos aproveitará para fazer mais observações, dando início ao planejamento para 2013. "Vale já o início de 2013. Vamos aproveitar o último jogo para continuar fazendo as observações e avaliar os atletas do grupo, para que a gente possa colocar em prática o que vem planejando já no início de 2013", finalizou.



Robinho quer continuar no Coritiba e jogar ao lado de Alex em 2013

A partida do próximo domingo contra o Figueirense não será só uma possível chance de ser titular para o meia Robinho. Uma boa atuação pode ser a cereja do novo acordo dele com o Coritiba para a próxima temporada. O atleta pertence ao Avaí até 31 de maio de 2014, mas gostou dos seis meses que passou no Alto da Glória e quer ficar para o ano que vem.

Apesar do Coxa não admitir que negocia com jogadores antes de acabar o Campeonato Brasileiro, o próprio Robinho conta que já teve uma rodada de conversas e que deixou claro a vontade de continuar no clube paranaense.

Robinho treina no Coritiba (Foto: Divulgação / Coritiba)Robinho quer continuar no Coritiba em 2013 e já conversa com diretoria (Foto: Divulgação / Coritiba)

- Já tenho algumas conversas aí e já demonstrei o meu interesse em ficar e agora acho que devemos acertar. Vamos ver.

Além de conseguir se adaptar rapidamente no Alviverde paranaense, Robinho achou mais um motivo para continuar no Alto da Glória: fazer companhia e aprender mais com o meia Alex. Enquanto Robinho se recuperava de uma lesão, atuou junto com o craque alviverde na recuperação física e foi testemunha da humildade de Alex.

- Eu que voltei há umas três semanas e fiquei praticamente o tempo todo treinando ao lado dele, no time de baixo, vi que ele é totalmente diferente. Tem uma qualidade diferenciada. Tenho muita vontade de ficar aqui e jogar com ele. Se no treino ele é assim, imagine no jogo.

Para a partida do próximo domingo, Robinho volta a brigar por uma vaga no meio-campo com o meia Rafinha. O jogador entrou durante o segundo tempo da derrota para o Cruzeiro e agradou a comissão técnica. A partida final do time paranaense no Brasileirão será contra o Figueirense, às 17h do próximo domingo, no estádio Couto Pereira.



Mesmo líder, Luis Fabiano ainda pode perder o Armandão para três rivais

Se no Campeonato Brasileiro, o Fluminense conquistou o título antes do término da competição, na disputa pelo Troféu Armando Nogueira, a briga ainda é boa. No último domingo, o Tricolor e o Sport empataram em 1 a 1, na Ilha do Retiro. No duelo, o melhor goleiro do Brasileirão, Diego Cavalieri, teve mais uma atuação segura, com três defesas difíceis, o que o ajudou a tomar o segundo lugar de Neymar na parcial. Colados no ranking, ambos precisam ter grandes atuações e ganhar nota 9,0 na última rodada se quiserem desbancar o líder Luis Fabiano (com média 6,99), principal candidato a faturar o prêmio. Fred não tem mais chances. Já Lucas precisa de nota 9,5 para ganhar a honraria.

Entretanto, basta o Fabuloso entrar em campo contra o Corinthians, no próximo domingo, e ter um desempenho regular - nota 6 - para assegurar de vez o caneco. Além de ajudar a ratificar a classificação do São Paulo para a Libertadores do ano que vem, Luis Fabiano segue com folga na liderança e é o principal favorito ao Troféu Armando Nogueira de melhor jogador da competição, de acordo com as notas dadas rodada a rodada pelos comentaristas do SporTV e pelos jornalistas do GLOBOESPORTE.COM.

No gol, Diego Cavalieri manteve a larga distância para os concorrentes. A experiência fala mais alto na lateral direita. Cicinho, do Sport, tem a melhor média até aqui entre os jogadores do setor. Entre os zagueiros, o líder é o atleticano Réver, dono de uma regularidade impressionante. João Paulo, da Ponte Preta, se mantém firme como principal lateral-esquerdo até aqui. O corintiano Paulinho continua no topo entre os volantes. No meio, Seedorf (Botafogo) é o melhor da posição. No ataque, Luis Fabiano lidera com folga.

É importante ressaltar que cada craque da rodada recebe um bônus de 0,05 somado à sua média geral. Para um jogador entrar na seleção parcial do campeonato é preciso que tenha disputado, ao menos, 40% das partidas da sua equipe no Brasileirão - 16 jogos ao fim da competição. A seleção do campeonato é montada após a apuração das médias de todos os jogadores da Série A. O Troféu Armando Nogueira não tem nenhuma relação com a pontuação dos atletas no Cartola FC.

Parcial Armando Nogueira 26/11 - armandão (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)



Teve isso! Inter à la Íbis, sósia de Tirone e clássico com sete expulsos

A temporada do futebol brasileiro vai chegando ao fim com curiosidades aos montes. Entre rebaixados e desesperados, o sabor é amargo. As provocações são muitas, por isso é melhor levar com bom humor. Foi o que fez a torcida do Palmeiras. O Engenhão vazio mostrou um fim de semana desanimado no futebol carioca, e as sete expulsões no clássico potiguar provam que a rivalidade ultrapassa a frieza de caminhos já traçados. Confira estes e outros fatos curiosos que marcaram o fim de semana no futebol brasileiro:

Protesto bem-humorado

Protesto torcedores Palmeiras (Foto: Rodrigo Coca / Ag. estado)Sósia de Tirone simula banho de sol
(Foto: Rodrigo Coca / Ag. estado)

Nada de pichações, agressões ou incêndios. Desta vez, a torcida do Palmeiras resolveu fazer um protesto bem-humorado por causa do péssimo momento vivido pelo clube no Campeonato Brasileiro. Integrantes da principal facção organizada do Verdão foram até a porta da Academia de Futebol na manhã de sábado para fazer manifestação contra a direção e o time por causa do rebaixamento para a Série B.

O principal alvo dos torcedores foi o presidente Arnaldo Tirone. Palmeirenses levaram ao local até um sósia do presidente, que ficou sentado em uma cadeira de praia e usando o celular, em uma espécie de reconstituição da cena que revoltou alviverdes na última segunda-feira, quando o mandatário foi flagrado em uma praia do Rio de Janeiro, um dia após o rebaixamento da equipe.

Além do presidente, outros três palmeirenses foram alvo de críticas dos torcedores. O chileno Valdivia, com camisa da seleção chilena e muletas, o goleiro Bruno, com "mão de alface", e o vice-presidente Roberto Frizzo, enfaixado como uma múmia, também foram "representados" por torcedores.

protesto torcida Palmeiras CT (Foto: Rodrigo Coca / Ag. Estado)Protesto curioso da torcida do Palmeiras (Foto: Rodrigo Coca / Ag. Estado)

Engenhão às moscas

O fim de semana foi de públicos muito reduzidos no Engenhão. No sábado, o chamado Clássico dos Milhões entre Flamengo e Vasco teve apenas 5.971 pagantes. Foi o pior público do duelo desde 2002. E desde 2006 a partida não tinha público inferior a 10 mil pagantes. No domingo, um número ainda menor no encontro entre Botafogo e Atlético-MG. Somente 3.039 torcedores pagaram ingresso.

torcedor vasco engenhão (Foto: Janir Junior / Globoesporte.com)Torcedor do Vasco em meio a inúmeras cadeiras vazias (Foto: Janir Junior / Globoesporte.com)

Clássico com sete expulsões

América e ABC fizeram sábado um clássico que não valia muito. Os dois representantes do Rio Grande do Norte na Série B já estavam com os caminhos definidos na competição. Mas os jogadores deixaram a tranquilidade no vestiário e fizeram um duelo muito tenso. Foram sete jogadores expulsos. A partida no Estádio Frasqueirão, em Natal, precisou ser encerrada antes do previsto porque o time rubro ficou com apenas seis jogadores em campo. O técnico Roberto Fernandes também foi para o chuveiro mais cedo.

Hino com apenas um time

 No clássico alagoano entre CRB e ASA, uma cena chamou atenção antes de a bola rolar. Com a velha mania de atrasar a partida para se aproveitar de saber os resultados dos outros jogos, o CRB, que lutava contra o rebaixamento, fez de tudo para enrolar o apito inicial. Tanto que só entrou no gramado quando o hino nacional já havia sido executado, com apenas os torcedores do ASA perfilados. Não adiantou. O CRB venceu, mas mesmo assim acabou degolado para a Série C.

Ivete dá força para o Leão, que sobe para a Série A

 A presença de uma de suas torcedoras mais ilustres era o empurrão que faltava ao Vitória para, enfim, voltar para a Série A do Campeonato Brasileiro. Antes do duelo contra o Ceará, no Barradão, válido pela última rodada da Série B, a cantora Ivete Sangalo pousou de helicóptero no gramado, animando a torcida que lotava o estádio. Em campo, o Vitória mostrou nervosismo e acabou empatando por 1 a 1, mas garantiu o acesso.

Sheik fazendo escola

O atacante Emerson, do Corinthians, provocou o Palmeiras na semana passada, após o rebaixamento para a Série B. E outros jogadores foram na onda neste domingo. Artilheiro da Série B com 27 gols, Zé Carlos, do Criciúma, disparou para cima do Avaí, que, ao contrário do Tigre, permanece na Segunda Divisão no ano que vem. 

Twitter Kieza Náutico (Foto: Reprodução / Twitter)Twitter Kieza Náutico (Foto: Reprodução / Twitter)

— Vão ter que chorar mais um ano na segunda divisão. Tem que berrar para os jogadores deles terem mais raça, porque vão jogar mais um ano na Série B — declarou.

Em Pernambuco, Kieza, atacante do Náutico, foi na mesma linha ao falar sobre o rival Sport, que precisa vencer o Timbu, domingo, na última rodada, e torcer contra tropeço de Bahia ou Portuguesa na última rodada para ficar na Série A.

- Domingo vamos acabar de derrubar a coisa - declarou.

Inter tem novembro de Íbis

Campanha do Inter em novembro de 2012 (Foto: Globoesporte.com)

O Inter, apelidado de 'Campeão de tudo' em função dos inúmeros títulos, definitivamente parou no tempo e fez uma campanha inacreditável em novembro. Em quatro jogos pelo Campeonato Brasileiro, foram quatro derrotas, nenhum gol marcado e oito sofridos. Um rendimento digno de Íbis, o time pernambucano que já foi eleito o pior do mundo. A torcida colorada gritou "timinho" e "olé" a cada troca de passes da Portuguesa, na derrota de 2 a 0, no Beira-Rio. Ídolo, o argentino D'Alessandro disse que a equipe está "sem força", mas reclamou das vaias dos torcedores dizendo que pode "saltar da barca". O Inter tenta juntar os cacos para a última rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Grêmio, domingo que vem, no Olímpico.

Erro no placar fez torcida do Bahia comemorar gol que não aconteceu

bahia; pituaçu (Foto: Eric Luis Carvalho/Globoesporte.com)Torcida do Bahia no Pituaçu
(Foto: Eric Luis Carvalho/Globoesporte.com)

Após o apito final na partida entre Bahia e Náutico, no estádio de Pituaçu, o sentimento da torcida do Tricolor era de frustração com o empate, que não era suficiente para garantir a fuga do rebaixamento já nesta rodada. No entanto, por alguns segundos, uma inesperada festa tomou conta das arquibancadas. A alegria repentina foi fruto de um erro no placar eletrônico do estádio.

Enquanto mostrava os demais resultados da rodada, o equipamento mostrou de forma equivocada o placar da partida entre Sport e Fluminense. O jogo da Ilha do Retiro, que terminou 1 a 1, já estava finalizado quando o placar mostrou um resultado diferente do que aconteceu: Sport 1 x 2 Fluminense.

Rapidamente, os milhares de tricolores que ainda se encontravam no estádio comemoraram. Alguns jogadores, como o atacante Elias, que ainda estava se dirigindo aos vestiários, chegaram a festejar o inexistente segundo gol do Flu. O resultado rebaixaria o Sport e livraria o Bahia de qualquer possibilidade de queda para a Série B. A definição ficou para a última rodada.

A ira de Muricy

Na entrevista coletiva realizada após o empate com o Corinthians, o técnico do Santos, Muricy Ramalho, voltou a cobrar publicamente a diretoria, chamando a atenção para a necessidade de contratações de reforços que qualifiquem a equipe em 2013. E mandou um recado.

Vocês conhecem São Tomé? Eu só acredito vendo. Estou ficando cansado disso"

Muricy Ramalho

– Estou um pouco cansado disso. As contratações precisam chegar. Estamos fazendo muitas reuniões e não sai disso. O ano está acabando, logo mais vão começar as férias e não chega ninguém. As coisas estão muito lentas. É preciso ter um plantel e não um time. Estou tentando explicar isso para a diretoria e vamos ver o que acontece – afirmou o treinador, para em seguida completar.

– Vocês conhecem São Tomé? Eu só acredito vendo. A história é bacana, mas só estamos nisso por enquanto. Na hora em que o contrato for assinado, eu dou parabéns. Estou ficando cansado disso – afirmou.



Paraná começa a devolver atletas emprestados para clubes de origem

Atacante Geraldo apresentado no Paraná Clube (Foto: Divulgação/Site oficial do Paraná)Geraldo faz parte da lista dos atletas que retornam
aos clubes de origem (Foto: Divulgação/Paraná)

Com o final da Série B do Campeonato Brasileiro, a diretoria do Paraná quer rapidez na definição dos jogadores que saem ou ficam no elenco para 2013. O primeiro passo foi a devolução dos atletas emprestados que retornam para os clubes de origem. Segundo o gerente de futebol Alex Brasil, sete jogadores já foram dispensados.

No ataque, Nilson volta para o Vasco; Geraldo retorna para o Coritiba; e Wellington Silva será dispensado. Três atletas foram devolvidos para o Londrina: o atacante Arthur, o lateral Wendell Borges e o zagueiro Rogério. No meio-campo, Wendel vai para o Atlético-MG.

O dirigente paranista diz que os jogadores já tinham as situações definidas no final da competição, por causa dos empréstimos - com exceção de Wellington Silva. O trabalho da diretoria durante a semana será conversar com o restante dos jogadores para negociar a permanência.

- É o primeiro passo para ver o time que pretendemos ter para o próximo ano. Como são jogadores que estavam emprestados, as situações já estavam mais definidas. Agora nós vamos trabalhar para manter boa parte do time que estava conosco, para manter o entrosamento e melhorar a qualidade para o ano que vem  -explica.

Dispensados: Nilson, Wendel, Arthur, Wendell Borges, Rogério, Geraldo e Wellington Silva

O principal desafio é segurar os destaques da temporada, como o zagueiro Alex Alves, o meia Lucio Flavio e o atacante Luisinho. Porém, as perspectivas de continuidade são boas e deverão ser confirmadas ao longo da semana.

- São jogadores que têm contrato conosco por mais um tempo e que vamos sentar e discutir. Muitos já demonstraram a vontade de ficar.

O próprio gerente ainda não sabe se continua para a próxima temporada. Quando foi contratado pelo Paraná, no início do ano, Alex Brasil assinou um contrato que termina no dia 31 de dezembro. O dirigente afirma que vai trabalhar pelo futuro paranista até a data combinada e depois vai pensar sobre o futuro dele no clube.

- Tenho até o dia 31 de dezembro para trabalhar ainda e depois quero ver vou decidir. Vou sentar e conversar com a diretoria do Paraná, ver o que eles acham e tomar uma decisão - completa.

Em janeiro, O Paraná Clube inicia a disputa do Campeonato Paranaense e estreia no dia 20 de janeiro, contra o Nacional-PR, na Vila Capanema.



Luccas Claro afirma que está mais confiante na briga pela zaga do Coxa

Luccas Claro coritiba gol bahia (Foto: Heuler Andrey / Agência Estado)Luccas Claro fez o primeiro gol pelo Coritiba em
2012 (Foto: Heuler Andrey / Agência Estado)

O zagueiro Luccas Claro está no segundo ano como profissional, após iniciar nas categorias de base e consegue se firmar na briga por uma posição de destaque. Na temporada, que se encerra domingo contra o Figueirense, o defensor vai terminar como titular, ao lado de Escudero. Uma evolução importante, após períodos de altos e baixos na curta carreira.

A recompensa é a conversa que o Coritiba já avança com Luccas Claro para estender o contrato dele com o Coxa, que termina em junho do ano que vem. O próprio jogador admite que a possibilidade de passar mais tempo no Alto da Glória é grande, além de ser uma vontade dele também.

A promoção de Claro para o profissional do Coxa se deve ao fato dele ser destacar na Taça BH de 2010, quando o tima paranaense conquistou o título. A transição para a equipe principal foi lenta, para respeitar a adaptação e não queimar a nova promessa. O primeiro duelo que Luccas Claro mostrou serviço foi na goleada sobre o Vasco por 5 a 2, no primeiro turno do Campeonato Brasileiro do ano passado.

Com uma série de jogadores lesionados e suspensos, o então técnico do Coritiba, Marcelo Oliveira, resolveu dar uma nova chance, que foi bem aproveitada. No segundo turno da mesma disputa, Claro fez uma sequência de seis partidas, interrompida pela participação dele no Pan-Americano, defendendo a Seleção Brasileira.

A terceira oportunidade só foi aparecer neste ano, quando ele se tornou umas das únicas alternativas prontas para assumir o lado direito da zaga coritibana. O defensor não decepcionou, enfrentou as críticas e virou vaga cativa, ganhando até uma disputa contra o veterano Pereira.

O ano passado foi bom, mas neste ano eu já dobrei a marca. A tendência é crescer e melhorar cada vez mais"

Luccas Claro

O jogador tem consciência da melhora gradativa que tem a cada ano no Coritiba e é otimista em relação ao futuro. Segundo ele, com mais ritmo e confiança dá para fazer um trabalho melhor pelo clube em que ele começou.

- O ano passado foi bom. Eu fiz sete jogos pelo Brasileiro. Mas neste ano eu já dobrei a marca. A tendência é crescer e melhorar cada vez mais. Quero terminar o ano bem para o ano que vem fazer mais jogos ainda - afirma o zagueiro, que já fez 17 jogos como titular em 2012.

Questionado sobre a principal diferença entre os dois anos que já está no time principal do Coritiba, Luccas Claro destaca a confiança e experiência para poder atuar sem ter tanto temor.

- O ano passado era o meu primeiro ano no profissional. Um pouco diferente do que jogar na base. Eu aprendi e cresci bastante nos dois anos que passaram. Experiência e confiança - completa.

A última partida do zagueiro coxa-branca na temporada será na despedida do Coritiba do Brasileirão, quando enfrenta o Figueirense no próximo domingo, às 17h (de Brasília), no estádio Couto Pereira.

Luccas Claro Chico Coritiba (Foto: Gabriel Hamilko / GloboEsporte.com)Luccas Claro negocia para ampliar o vínculo dele com o Coxa (Foto: Gabriel Hamilko / GloboEsporte.com)



Preocupado com o futuro, Marcel diz que não foi procurado pelo Coritiba

Marcel, atacante do Coritiba (Foto: Gabriel Hamilko / GloboEsporte.com)Marcel acredita que silêncio do Coritiba é um sinal
para sair (Foto:Gabriel Hamilko/GloboEsporte.com)

O atacante Marcel dá como encerrada a sua segunda passagem pelo Coritiba. A vontade do centroavante é de permanecer no clube paranaense, em que foi criado nas categorias de base e se destacou em 2003. Porém, o contrato dele se encerra no dia 31 de dezembro e ainda não foi procurado para conversar sobre uma possível renovação.

Enquanto vê a movimentação da diretoria com outros jogadores que também estão com os contratos prestes a vencer, ele se convence que o silêncio é uma resposta negativa para a permanência. A preocupação atual é não ficar sem clube para a próxima temporada e já começar a buscar um novo emprego.

- A gente conhece como é o mundo do futebol. Até agora eu não fui procurado pela diretoria do Coritiba. Estava aguardando definir a situação do clube no Campeonato Brasileiro. Sem o risco mínimo de queda, acho que não vou continuar, pois não tive nem um sim e nem um não - lamenta o atacante, em entrevista exclusiva para o GLOBOESPORTE.COM.

Procurado pela reportagem, o presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, responde que a preocupação de Marcel não procede. Segundo ele, nenhum jogador foi procurado para conversar sobre renovações ou dispensas. O dirigente diz que as negociações só vão começar quando o Brasileiro acabar, após a partida contra o Figueirense no domingo.

- Eu entendo que é uma preocupação dos jogadores que estão com os contratos quase terminando, não é só do Marcel. Mas é uma política do clube que só começamos a conversar sobre contratações, renovações e dispensas quando a última competição acabar. Temos mais uma partida pelo Campeonato Brasileiro e só depois que vamos conversar com os jogadores - explica.

Marcel culpa lesão na coxa direita como agravante

O atacante chegou no Coxa em agosto de 2011 com a intenção de retomar a carreira e ser o camisa 9 alviverde para o ano seguinte. Como chegou depois da janela de transferência internacional, Marcel teve que aguardar até janeiro para estrear no Campeonato Paranaense. Sem ritmo de jogo, o jogador demorou para se adaptar no time principal e quando conseguiu dar uma sequência foi sacado pelo antigo técnico Marcelo Oliveira.

Eu tenho condições de jogar primeira divisão. Sei que posso jogar em alto nível. Foi um ano atípico na carreira"

Marcel

- No começo do ano eu fiz uns três gols e comecei a ter uma sequência. Até que teve um jogo que o Marcelo Oliveira resolveu me tirar da equipe e me colocou no banco. Se ele me desse uma sequência poderia continuar evoluindo no ano.

Mas a principal explicação dele pela falta de desempenho em 2012 é uma lesão mais grave que sofreu em julho, durante a derrota para o Sport por 3 a 2. Sem atacantes disponíveis no elenco, Marcelo Oliveira tinha dado uma nova chance para o centroavante, que mostrou um bom desempenho, quando voltou a balançar as redes em uma edição do Brasileirão. Só que um problema grave na coxa direita acabou com os planos de reabilitação.

- Não tive sequência. Uma lesão grave muscular que nunca tive na carreira me atrapalhou. Eu tinha certeza de que poderia mostrar bem mais, estava me sentindo a vontade, mas fui interrompido.

Marcel até entende a posição do departamento de futebol do Coxa, que tem a função de avaliar o desempenho dos atletas no ano. Como ele não conseguiu render, ele acredita que a decisão é uma consequência.

Com 31 anos, o foco é no futuro dele como atacante, que promete dois ou três anos antes de se aposentar. A intenção de Marcel é encontrar um time da primeira divisão, pois ele acha que 2012 foi um ano atípico e que ele pode fazer bem mais pelo futebol.

- Como o meu desempenho não foi o esperado, acredito mesmo que o silêncio significa uma resposta. Eu tenho condições de jogar primeira divisão. Sei que posso jogar em alto nível. Foi um ano atípico na carreira. Tenho condições de jogar bem.

Apesar do ano conturbado, Marcel admite que não fica magoado com a diretoria do Coritiba ou com os torcedores - muitos o criticaram pelas atuações no ano. Segundo ele, o carinho pelo clube alviverde é incondicional e é uma herança do início da carreira, quando ele se destacou em 2003 - foi artilheiro do Campeonato Brasileiro e chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira.

- Não foi um ano que esperavam que eu fizesse. Eu tenho uma história. Falo questão de deixar o meu agradecimento pelo clube. Sempre tive um sentimento de gratidão. Minha primeira passagem aqui foi espetacular. A segunda não foi tão boa, mas nada apaga o que eu fiz. Quero agradecer ao torcedor e a todos que me apoiaram sempre. É um clube que sempre vai ficar no meu coração, pois foi aqui que tive a oportunidade de subir no futebol - completa.

Marcel, atacante do Coritiba (Foto: Divulgação / Coritiba)Marcel chegou no Coxa com a expectativa de ser o artilheiro da equipe (Foto: Divulgação / Coritiba)