De quatro anos para cá, o Coritiba se revela uma força nas competições rápidas, disputadas no sistema de mata-mata. Enquanto no Campeonato Brasileiro o clube paranaense acumulou uma queda para a Série B, seguido pelo rápido acesso, na Copa do Brasil o Coxa consegue bons resultados.
Nas últimas quatro edições do torneio, o Coritiba conseguiu chegar em duas finais (2011 e 2012) e na semifinal de 2009 (quando foi eliminado pelo Internacional). A única pausa foi em 2010, quando parou na segunda fase, sem conseguir ao perder para o Avaí no estádio Couto Pereira.
Coxa prova ser uma força no estilo de competições mata-mata (Foto: Divulgação/site oficial do Coritiba)
Além da competição nacional, o Coxa participou da Copa Sulamericana de 2009, mas não passou da primeira fase - eliminado pelo Vitórias nas penalidades máximas.
A melhor sequência coxa-branca na Copa do Brasil acontece na era Marcelo Oliveira. Após substituir Ney Franco, o treinador já foi vice-campeão do ano passado e tem uma nova chance de levar o grupo ao título inédito.
O mineiro Oliveira prefere ser cauteloso em relação aos adjetivos e não rotula o time alviverde como fatal nos mata-matas.
- Não diria que seja fatal. Tem que ter uma orientação específica para os dois tipos de competições.
O segredo que o professor passa ao grupo coritibano é manter a cautela e não perder a cabeça, principalmente fora de casa. No caso da Copa do Brasil, a máxima de jogar com o regulamento. Como exemplo, ele guarda a lembrança de um jogo em que o Atlético-MG se precipitou fora de casa.
- Há pouco tempo, eu lembrei aos jogadores de um Atlético-MG e Sport, pela semifinal de uma Copa do Brasil, com o primeiro jogo fora. Aí (o Atlético-MG) levou um gol e começou a tirar volantes e colocar atacantes e levou quatro. Aí não teve como reverter em casa. É o tipo de situação que precisamos estar atentos e vacinados.
Exatamente na semifinal da atual edição, o Coxa mostrou que estava atento ao detalhe citado por Oliveira. Contra o São Paulo, no Morumbi, o Coritiba perdeu por 1 a 0 no final do jogo. O treinador preferiu não arriscar e levar o resultado para o Couto Pereira. O final da história foi uma vitória por 2 a 0 e a reviravolta do favoritismo são-paulino.
Contra o Palmeiras, Marcelo Oliveira prevê um duelo a parte com o técnico Luis Felipe Scolari, classificado como um técnico experiente em mata-matas.
- Às vezes você perde de 2 a 1 em uma circunstância difícil, mas traz para diante da torcida. Agora, tentar ganhar e abrir muito e perder o jogo com o placar mais elástico é complicado. É uma competição muito diferente, inclusive que o Scolari está muito acostumado. Por isso a
gente tem que estar mais atento ainda - completa.