Alex e Deivid são exemplos de salários mais altos
(Foto: Divulgação / Site oficial Coritiba)
O Coritiba precisa lidar com uma folha salarial mais alta durante 2013 e o discurso sempre repetido pela diretoria de austeridade e pés no chão, para evitar gastar mais do que podia, foi deixado um pouco de lado.
Quem admite essa mudança nos parâmetros é o presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade. Ele ainda aproveita e apela para o torcedor que compareça ao estádio e ajude o time a financiar os planos mais ousados deste ano.
- Investimos muito e precisamos do nosso associado e torcedor, pois o Coritiba tem uma política de fazer um investimento com os pés no chão. Neste ano fomos um pouco ousados. Essa ousadia precisa muito da ajuda do torcedor.
No ano passado, as apostas no "bom e barato" foram priorizadas para tentar montar uma equipe menos custosa. Mas, nesta temporada, a diretoria apostou em atletas um pouco mais caros. A mudança já havia começado no ano passado com a contratação de Deivid, do Flamengo, e a volta de Alex.
Dos cinco nomes que desembarcaram em janeiro, três contam com um perfil mais caro: o atacante Julio César, o meia argentino Bottinelli e o zagueiro Leandro Almeida.
A diretoria coritibana não divulga valores de negociações e nem salários, mas o teto salarial no ano passado era de R$ 150 mil. No entanto, já no ano passado, com a contratação de Deivid, o teto ficou um pouco mais flexível.
Neste ano nós fomos um pouco ousados. Essa ousadia precisa muito da ajuda do torcedor"
Vilson Ribeiro
de Andrade
Apesar do bom projeto ser um atrativo a parte para a chegada de importantes nomes, o Coritiba teve que desembolsar um salário um pouco maior que o normal para convencer nomes como Bottinelli e Leandro Almeira. Os dois tinham boas propostas de Vitória e Cruzeiro, respectivamente, mas resolveram vir para Curitiba.
Por outro lado, a chegada dos nomes mais caros não representou uma saída imediata de caixa. A venda do meia Éverton Ribeiro, que rendeu um mínimo de R$ 5 milhões, ajudou a evitar o rombo. Além disso, as boas negociações da superintendência de futebol, que trouxe jogadores sem vínculo (caso de Bottinell) ou com trocas, como Arthur, que foi emprestado do Londrina em troca de dois atletas.
Time montado para brigar por títulos nacionais
A formação do time para 2013 deixa todos otimistas, principalmente a diretoria, por uma conquista nacional. Andrade evita entrar na euforia e complementa que o objetivo é lutar de igual para igual com os grandes clubes do Brasil. Se vai ganhar, o "tempo dirá".
- Estamos contratando um time forte. Queremos chegar nas competições e disputar no mesmo nível de igualdade com os grandes clubes do Brasil. Se vamos ganhar, o tempo dirá, mas a equipe é muito forte e estamos otimistas.
A estreia do Coritiba no Campeonato Paranaense será no próximo domingo, contra o Operário-PR, mas apenas alguns dos contratados serão utilizados. O time principal vai ter uma sequência de jogos fora e dentro de casa apenas após a oitava rodada.